26 de set de 2018

Felicidade por um Fio


Olá menina(o)s, tudo bem?
Vamos falar sobre o lançamento do filme Felicidade por um Fio na Netflix.
O qual no trailler passou uma visão de luta e superação capilar.
Mas o filme na verdade é um romance cômico, que aborda a não aceitação de modo sútil, é um filme bom de assistir, um filme leve. A diretora do filme consegue passar boas mensagens de situações embaraçosas do dia-a-dia da personagem. Mas não espere nada impactante, embora eu ache que ficou meio incompleto(Espero que façam o 2).

A diretora demostra com sutileza o sentido da escravização capilar. E como ele afeta o dia-a-dia da personagem principal.

O filme fala sobre a Violet uma mulher negra publicitária bem sucedida, mora sozinha, independente e alisada até a alma, rsrs. Que tem um relacionamento afrocentrado com um médico bem sucedido e bonitão.
Calma eu não vou dar spoiller, podem continuar a leitura.


O roteiro aborda de modo bem sútil, leve e cômico, e levemente dramático a relação da mulher negra com seu cabelo e como isso influência em todas as áreas da vida dela, e nos faz lembrar de nós mesmas em situações que muitos já passaram na vida capilar, e a forma que você vai se mostrar na sociedade. Aquela eterna preocupação do que os outros vão pensar se o cabelo não estiver padrão.

Eu lembrei de situações na vida, de me negar a sentir o vento na janela do ônibus ou carro, de sempre fechar o vidro, para não chegar nos lugares descabelada., de ficar nervosa quando o carinha da frente abre a janela e vem aquela ventania despenteando meus fios. Isso era normal, assim como foi normal para muitas menina(o)s.
Mas ai a gente não percebe que não está aproveitando o vento gostoso no rosto, não está sentindo o cheiro do orvalho ou da maresia. Não está vivendo o frescor daquele simples momento.

E aqueles respingos de chuva, nem pensar! Piscina, praia, NO WAY (de maneira nenhuma).

É nisso que o filme nos faz refletir e lembrar daqueles pequenos momentos que poderiam ter sido os mais importantes.  Lembre que até o simples pode ser sublime.

Aborda inclusive de modo sútil os relacionamentos, e  você vai perceber que para realmente ser amada, precisa se amar primeiro, precisa se impor. E ao mesmo tempo percebe-se que muitos vivem nas amarras capilar por uma herança do passado.

Interessante que muitos vão se indagar durante o filme: "Mas se fosse progressiva não voltaria ao crespo", mas ai eu lembro que lá nos E.U.A eles não tem o costume de produtos com botox, ácidos ou formol.



Quando você deixa de fazer as coisas pelo cabelo, de sentir prazer por exemplo (isso é retratado no filme com sutileza), isso não é liberdade, é prisão capilar.
As pessoas se libertam das amarras do mundo e se escravizam pelos cabelos e nem percebem.


Moral da História

A alegria só é verdadeira quando você se olha no espelho e sente satisfação na sua imagem. É esta imagem que vai se refletir ao mundo.
Não importa se você alisa, enrola, trança, relaxa, raspa a cabeça, descolore. O que importa é que você deve estar satisfeita em toda sua plenitude.

Por fim o filme te revela que seu cabelo natural também é bonito.

A classificação do filme é a partir de 12 anos.

Abraços.




Um comentário:

  1. Filme maravilhoso, me identifiquei com a história.

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